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Meus apontamentos sobre a prova CLO-001 – Cloud Essentials da CompTIA – Capitulo 1

22 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário Go to comments

Saudações,

Hoje vamos entrar nos apontamentos do primeiro capítulo do livro “Cloud Essentials – Preparatório para a prova CLO-001”. Apontamentos estes que fiz durante meu período de estudos.

Reitero que essa série de posts foi autorizada pelo autor Yuri Diógenes.

Nenhuma imagem do livro será compartilhada aqui. Recomendo a aquisição do mesmo.

A quem está chegando agora, comecei no dia 12/02 essa série com a introdução onde faço algumas considerações e coloco os objetivos da prova. Além disso todos os volumes desta série ficam listados abaixo:

Meus apontamentos sobre a prova CLO-001 – Cloud Essentials da CompTIA – Introdução

Cap 1 – Características dos serviços de núvem de uma perspectiva do negócio

Este capítulo a meu ver é uma base importantíssima para domínio de todos os temos que virão no livro e também para fixar de forma eficaz todos os conceitos usados na computação em nuvem. Aqui você tem todas as definições que precisa saber para entendimento de como funciona cada tipo de serviço em nuvem.

Definições sobre computação em núvem e termos associados:

No livro, os autores trazem informações muito interessantes sobre a origem do termo "computação em núvem". O mesmo foi empregado em 2006 pelo CEO da Google Eric Schmidit.

Diversas empresas têm sua própria definição sobre o que é computação em nuvem e todas são totalmente aceitáveis, mas, a CompTIA toma como parâmetro para a prova a definição de computação em núvem do NIST (National Institute of Standards and Technology):

"Computação em núvem é um modelo que permite acesso à rede de forma onipresente. Conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação configuráveis que podem ser rapidamente alocados e liberados com mínimo esforço de gerenciamento ou interação com o prestador de serviço."

Tomando como base a definição do NIST, temos as seguintes características que um provedor deve oferecer (é importante ter todas elas bem gravadas):

  • Autosserviço sob demanda – trata-se da habilidade que o provedor deve ter em prover serviços de maneira automática, sem interação do usuário .
  • Amplo acesso a rede – ou seja, disponibilidade total de recursos que serão acessados via internet de forma padronizada – é preciso que o uso seja aberto a todos os dispositivos (smartphones, tables, computadores, etc).
  • Pool de recursos – os recursos computacionais que devem ser acessados simultaneamente por vários usuários de forma dinâmica de acordo com a necessidade de cada um
  • Rápida elasticidade – os recursos devem ser forneceidos de forma rápida e elástica, ou seja, devem aumentar e diminuir sem demora, dando ao usuário a percepção  de existência ilimitada de recursos na hora que for necessário.
  • Serviços mensuráveis – controle e monitoramento automático dos recursos utilizados por cada serviço oferecido.

Relembrando – as características acima são a base para qqer provedor poder funcionar…lembre-se de ter elas bem gravadas em sua mente. O entendimento do livro e dos serviços de cloud ficam mais simples.

Uma definição da Amazon reforça as características acima. Segundo a empresa, o termo "computação em núvem" significa o fornecimento de recursos de TI sob demanda por meio da internet, com pagamento conforme o uso.

Em diversas partes do livro a questão da elasticidade é abordada, pois permite transferir o risco da baixa utilização (subutilização) e da alta utilização (saturação) para uma situação de ajuste fino entre a carga de trabalho (workload) da TI e os recursos disponíveis.

A elasticidade relaciona-se com a demanda atual e a demanda futura – guarde bem isto!

Benefícios:

  • Mudar a forma de financiar a TI. Grandes investimentos de capital se tornam despesas operacionais.
  • Realocar recursos de TI para atividades de negócio principal – menos trabalho operacional.
  • Procurar utilizar aplicativos que são mais simples e baratos de implementar, utilizar e ter suporte
  • Aumentar a escalabilidade e flexibilidade, melhorando as condições de responder às condições de mercado
  • Estimular a inovação

Importante fixar os atores da computação em núvem sugeridos pelo NIST (não só para a prova, mas também para o dia a dia de quem trabalha em provedor ou consome serviços):

  • Consumidor de Nuvem (Cloud Consumer) – adquire e utiliza serviços de nuvem
  • Provedor de Nuvem (Cloud Provider) – responsável por disponibilizar o serviço de nuvem
  • Broker de Nuvem (Cloud Broker) – gerencia o uso, desempenho e entrega dos serviços de nuvem e negocia a relação entre o provedor e o consumidor de nuvem
  • Auditor de Nuvem (Cloud Auditor) – conduz a avaliação do serviços de nuvem com foco em privacidade, desempenho e segurança
  • Operadora de Nuvem (Cloud Carrier) – fornece conectividade e transporta os serviços entre o provedor e o consumidor de nuvem

Para definição completa dos termos acima (Atores da Computação em nuvem e as 5 definições de um cloud provider), leia o capítulo 1 do livro. Caso não tenha, fale comigo que posso lhe ajudar a adquirir.

Um dos pontos a fixar é o emprego da virtualização na computação em nuvem e as diferenças entre ambos. A otimização dos recursos computacionais na computação em núvem é atingida principalmente com o emprego da tecnologia de virtualização. Aqui é importante ter em mente a definição abaixo:

“Em suma, virtualização pode ser considerada a ocultação dos recursos de hardware atravésde uma camada abstrata de software”.

Diferenças entre computação em núvem e virtualização:

Virtualização – particionamento de um servidor físico em vários servidores lógicos. Pode ser vista tb como camada de abstração que é colocada entre o hardware e o software e que protege o acesso direto do software aos recursos físicos do hardware.

Computação em núvem – vai além da virtualização, pois possibilita um maior nível de abstração para o ambiente computacional. O nível de abstração propiciado pela computação em núvem permite que uma aplicação possa ser construída e colocada em operação em menos tempo do que uma aplicação que utiliza unicamente a virtualização. Além disso o nível de utilização dos recursos é otimizado com a escala da computação em núvem.

Entenda que computação em nuvem não depende de virtualização, entretanto a mesma é importante para que se tenha agilidade na prestação de serviços tais como implementação de aplicações.

Ainda sobre virtualilzação e falando da arquitetura X86 (sistemas rodam diretamente sobre o hardware – SO´s do tipo Bare-Metal – assumindo controle completo do hardware), existem 4 níveis de privilégio de acesso para operações de sistemas e acesso das aplicações ao hardware, conhecidos como Rings (anéis – 0, 1, 2 e 3).

Em infras de servidores físicos temos aplicações de usuários rodando no Ring 3 e sistema operacional no Ring 0. Em infras de servidores virtualizados o SO de uma VM passa a ser o guest, rodando no Ring 1 e o hypervisor passa a ter prioridade sobre o hardware, ficando no Ring 0.

Essas priorizações de hardware podem ser priorizadas de várias formas pelo software de virtualização (XEN, VMWare, Hyper-V).

Fixe em sua mente também as diferenças entre escalabilidade e elasticidade – a primeira trata da expansão de recursos de acordo com a demanda computacional e a segunda é mais ampla por representar o poder de dimensionar recursos computacionais, aumentando e diminuindo facilmente com o mínimo de atrito (impacto) – é o que propicia a maioria dos benefícios da nuvem.

Tipos de oraganizações que se beneficiam com a computação em núvem:

Empresas pequenas e médias se beneficiam da computação em núvem quando podem ter um sistema de informação mais flexível e pago conforme a demanda. O empresário muitas vezes não tem capital para financiar recursos de TI num modelo baseado em hardware e software (on-premisses).

Em diversas partes do livro, os autores ressaltam o benefício em questão de custos gerado pela computação em nuvem… o fato de  recursos de capital (CAPEX) serem substitídos por despesas operacionais (OPEX).

CAPEX – Capital Expenditure – montante de dinheiro gasto na aquisição de bens de capital de uma determinada empresa. Vale também para custos com introdução de melhorias. (equipamentos, instalações – de forma a manter a produção de um produto ou serviço ou manter em funcionamento um negócio ou um determinado sistema).

OPEX – Operational Expenditure – custo associado à manutenção dos equipamentos e aos gastos de cosumíveis e outras despesas operacionais, necessários a produção e a manutenção em funcionamento do negócio ou sistema.

Para entender bem sobre CAPEX e OPEX leia essa post do site TIEspecialistas – https://www.tiespecialistas.com.br/2013/06/diferencas-entre-capex-e-opex/

Diferentes tipos de serviços em núvem:

Outra definição que você precisa ter fixa (para sempre) em sua mente são os tipos serviços de nuvem… é fundamental para decidir por qual delas vai seguir sua implementação:

IaaS – Infrastructure as a Service – onde o usuário controle suas máquinas virtuais sendo o provedor responsável por toda infra estrutura física

PaaS – Platform as a Service – Para desenvolvedores de aplicativos que serão disponibilizados e executados na nuvem

SaaS – Software as a Service – Aplicativos usados por uma grande quantidade de usuários que passam a ser hospedados na nuvem como alternativa ao processamento local.

As definições completas dos termos acima você encontra no próprio livro – recomendo que você leia toda a definição de cada um desses termos.

Padronização de acesso e comunicação entre aplicações:

Neste ponto, é importante que você entenda as diferencas entre as bases de acesso e comunicação entre apps – Web Browsers e Web Services

Web Browsers – suportam as ofertas de SaaS e parte da oferta de PaaS. – acessam paginas web usando como padrão protocolos de internet – http e https.

Web Services – entram na composição da oferta de IaaS e parte da oferta de PaaS. Integra sistemas e faz a comunicação entre plataformas e aplicações diferentes. Como cada app tem sua própria linguagem, os web services usam arquivos XML como meio de estabelecer a comunicação entre as pontas.

Formas de se implementar núvem – de acordo com o NIST:

Aqui os autores tratam os tipos de nuvem existentes:

Núvem privada – Infraestrutura de computação em núvem operada e quase sempre gerenciada pela própria empresa cliente. O serviços são oferecidos para serem utilizados pela própria organização, não estando publicamente disponivel para uso geral. De acordo com o Gartner Group, uma nuvem privada é definida por privacidade, não por propriedade, localização ou responsabilidade de gestão.

Núvem pública – é disponibilizada publicamente através do modelo pague-por-uso. São oferecidas por organizações públicas ou por grandes grupos industriais que possuem grande capacidade de processamento e armazenamento.

Núvem híbrida – composição de duas ou mais núvens (privada, pública ou comunitária) que continuam a ser entidades únicas, porém conectadas através de tecnologias proprietárias ou padronizadas que propiciam a portabilidade de dados e aplicações. A núvem híbrida impõe uma coordenação adicional a ser realizada para uso das núvens privadas e públicas com impactos na governança.

Núvem comunitária – infraestrutura compartilhada por diversas organizações e suporta uma comunidade que possui interesses comuns. A núvem comunitária pode ser administrada pelas organizações que fazem parte da comunidade ou por terceiros e pode existir tanto fora quanto dentro das organizações.

Ofertas de núvem pública:

Dentre as várias opções:

  1. Microsoft Azure – começou como Windows Azure em 2010 no modelo PaaS – hoje opera modelos IaaS e PaaS. Azure Virtual Machines são o web services mais populares da plataforma.
  2. Amazon – começou com o Amazon Web Services em 2006 com foco em IaaS – lançou o modelo de armazenamento S3 (Amazon Simple Storage Service), mas, vem migrando para ofertas baseadas em PaaS. É um conjunto de web services que constituem uma plataforma de computação em núvem. Os web services mais populares são o Amazon EC2 (Processamento) Amazon S3 (Armazenamento).

A núvem híbrida trata da extensão do datacenter empresarial para atingir e se integrar a núvem pública, oferecendo o melhor do dois mundos de forma que seja possível usufruir de recursos externos quando forem justificáveis ao negócio.

A núvem privada pode ser desenvolvida utilizando seu próprio datacenter. O ganho com essa mudança seria o de ter mais agilidade e gerenciar recursos de maneira mais efetiva.

Exemplos de fornecedores de núvem privada:

VMWare com vCloud Suite – toda ela com recursos próprios e todas as funcionalidades de computação em núvem.

NASA com sua própria núvem chamda Nebula que fornece capacidades de IaaS, PaaS e SaaS baseada em um projeto próprio (Open-Source) chamado Eucalyptus que duplica API´s fornecidas pela Amazon Web Services EC2 (Processamento).

O Gartner apresenta 5 realidades para núvem privada:

  1. Núvem privada não é virtualização
  2. Núvem privada não significa só redução de custos
  3. Núvem privada não é, necessariamente, instalada localmente
  4. Núvem privada não é apenas IaaS
  5. Núvem privada não será sempre privada

E por aqui encerro o primeiro capítulo. É de suma importância que vc leia o livro, pois além do exposto aqui, você encontra diversos exemplos de infra estruturas de nuvem em provedores específicos (Azure, AWS, etc) citados pelos autores e uma gama de exemplos de serviços como o EC3 da AWS por exemplo que vão ajudar na fixação de cada conceito apresentado aqui… reitero que, caso queira adquirir o livro, me procure que posso lhe ajudar.

Espero que tenham gostado desse resumo da série de 6 capitulos que irei compartilhar com os meus apontamentos e considerações sobre o livro e a prova. Todo esse conteúdo é útil não só para a prova, mas também para seu dia a dia… e lhe garanto, me ajudou muito.

Até o capítulo 2!

Abraços

Uilson

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