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Sobre DNS Policies–Windows Server 2016–volume2–Balanceamento de Carga

Saudações,

Dando continuidade a nossa série de posts sobre DNS Policies, hoje vou relembrar um post que publiquei a um tempo atrás falando sobre o uso do balanceamento de carga de aplicações.

Para quem ainda não leu o primeiro post desta série, segue abaixo o link:

Sobre DNS Policies – Volume1 – Teoria

1. Planejamento do Balanceamento de carga

Vamos clarificar que, o planejamento para alta disponibilidade e sizing de suas aplicações, você não deve somente se basear no que vamos falar aqui. Você precisa ter em mente os objetivos e tipos de acesso que serão necessários para a sua realidade. O balanceamento de carga pode ser feito via NLB Windows, Failover Clustering ou NLB via hardware (este um recurso mais indicado para aplicações que recebem muitos acessos). No caso de high availability em cloud, verifique as questões de elasticidade em termos desenvolvimento e veja como seu cloud provider trabalha em relação a isso.

Enfim, o balanceamento de carga via DNS Policies deve ser avaliado quanto sua eficácia para o negócio que seu aplicativo visa entregar a um departamento e/ou cliente final. Você precisa estar certo de que esta é a melhor opção para seu cenário.

2. Estudo de caso

Vamos propor aqui, como no artigo original publicado anteriormente, um estudo de caso que nos dará a base para a solução a ser implementada:

2.1. Tenho 4 servidores de aplicação – 1 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 1 em Fortaleza e  1 em Belo Horizonte

2.2. Fortaleza e Belo Horizonte possuem links com menos banda que SP e RJ

2.3. Essa aplicação vai atender a todo acesso que vier em qualquer uma das filiais da empresa

3. Cenário

Para atender a esta demanda, temos o seguinte desenho de solução:

 

image

4. Solução técnica

Com o exposto acima, vamos ver agora de forma prática como o DNS Policies nos ajuda a entregar essa solução de forma rápida e tudo via PowerShell!!

Primeiro vamos criar os escopos de zona. É a partir deles que a política vai se orientar para aplicar o que queremos. Para cada localidade onde tenho um servidor de aplicação vou crirar um Scope Zone.

Vou noema-los da seguinte forma:

São Paulo: SP_Scope

Rio de Janeiro: RJ_Scope

Fortaleza: For_Scope

Belo Horizonte: BH_Scope

Como fica as linhas de comando PowerShell para isso:

Add-DnsServerZoneScope –ZoneName “uilson.net” –Name “SP_Scope”

Add-DnsServerZoneScope –ZoneName “uilson.net” –Name “RJ_Scope”

Add-DnsServerZoneScope –ZoneName “uilson.net” –Name “For_Scope”

Add-DnsServerZoneScope –ZoneName “uilson.net” –Name “BH_Scope”

image

Com os Scope Zones criados, vou criar um registro tipo A dentro destes escopos, ou seja, cada escopo estará apontando para o IP do back-end server da localidade correspondente:

Add-DnsServerResourceRecord –ZoneName “uilson.net” –A –Name “AppServer” –IPv4 “10.10.0.10” –ZoneScope “SP_Scope”

Add-DnsServerResourceRecord –ZoneName “uilson.net” –A –Name “AppServer” –IPv4 “10.10.1.10” –ZoneScope “RJ_Scope”

Add-DnsServerResourceRecord –ZoneName “uilson.net” –A –Name “AppServer” –IPv4 “10.10.2.10” –ZoneScope “For_Scope”

Add-DnsServerResourceRecord –ZoneName “uilson.net” –A –Name “AppServer” –IPv4 “10.10.3.10” –ZoneScope “SP_Scope”

image

Agora que já temos os Zone Scopes criados e seus respectivos registros, vamos criar a política que fará o balanceamento de carga via DNS Policies:

Add-DnsServerQueryResolutionPolicy -Name "AppServerPolicy" -Action ALLOW – -ZoneScope "SP_Scope,3;RJ_Scope,3;For_Scope,2;BH_Scope,2" -ZoneName "uilson.net"

image

No comando acima observa-se que ao fim de cada Scope Zone foi colocado uma vírgula e um número (Ex: SP_Scope,3). Isto vai definir que para a cada 10 requisições feitas para o host “appserver.uilson.net”, teremos as 3 primeiras sendo direcionadas para o servidor em São Paulo, as próximas 3 para o servidor do Rio de Janeiro, as 2 seguintes para o servidor em Fortaleza e as 2 últimas para o servidor de Belo Horizonte. Dessa forma conseguimos balancear a carga entre as 3 localidades, respeitando os limites de link de cada uma delas.

5. Conclusão

Este post foi publicado novamente para seguir a série que começamos em 03/abril/2017 sobre DNS Policies. No próximo post falaremos sobre Gerenciamento de tráfego de Rede usando políticas de DNS.

Espero que você tenha gostado e que este conteúdo possa ajuda-lo em suas tarefas diárias.

Abraços

Uilson

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